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sábado, 8 de outubro de 2016

DELINEAMENTO DE CORREDORES ECOLÓGICOS BASEADO EM RESILIÊNCIA E ECOLOGIA DA PAISAGEM EM PARAÍBA DO SUL, RJ

Disponibilizo aqui o meu trabalho de conclusão de curso (Monografia).

Resumo:
Os ciclos do ouro e principalmente do café legaram um quadro de degradação ambiental para Paraíba do Sul, RJ. A Mata Atlântica remanescente no município apresenta-se como um mosaico de fragmentos e a conexão destes é de grande importância para a conservação dos recursos naturais. A Ecologia da Paisagem é uma ciência que utiliza feições espaciais observáveis e mensuráveis, tendo aplicação na caracterização dos fragmentos florestais e as implicações nos processos ecológicos. Determinados locais da paisagem têm maior facilidade de se recuperar após um distúrbio e a regeneração natural, por exemplo, pode ser favorecida. Este trabalho: quantificou os fragmentos florestais remanescentes no município de Paraíba do Sul a partir da classificação supervisionada por máxima verossimilhança de imagem OLI/Landsat-8; verificou a influência de atributos do terreno (face de exposição, radiação solar, declividade e perfil de curvatura) na regeneração natural; obteve métricas da paisagem para os fragmentos remanescentes; e apontou, com base nos resultados obtidos, através de pertinência fuzzy, áreas com maior potencial para alocação de corredores ecológicos. As pastagens predominam no município, sendo considerada a matriz. 31% do território é coberto por vegetação em diferentes estágios de regeneração. Foram contabilizados 1.251 fragmentos florestais em estágio médio ou avançado de regeneração. A maior parte deles (62,7%) tem área inferior a 5 . Apenas 8 fragmentos superam 100 mas tem baixo grau de isolamento sendo prioritários para a conservação. Os fragmentos em estágio de regeneração médio-avançado estão preferencialmente nas vertentes sudeste, sul e sudoeste, as quais recebem menor quantidade de radiação solar global por ano, e em declividades superiores a 20%. O ajuste de funções fuzzy permitiu identificar 23.775ha de território que tendem a facilitar a recuperação florestal e são, portanto, áreas estratégicas para aplicação e otimização de recursos e programas conservacionistas.