sábado, 11 de junho de 2011

Alelopatia

Introdução
 O termo alelopatia foi criado em 1937, pelo pesquisador alemão Hans Molisch, com a reunião das palavras gregas alléton (mútuo) e pthos (prejuízo), e refere-se à capacidade que certos organismos possuem de interferir de modo direto ou indireto sobre outros. Tal capacidade deve-se à produção de compostos químicos eventualmente liberados para o ambiente.
Os aleloquímicos pertencem a diferentes categorias de compostos, tais como fenóis, terpenos, alcalóides, poliacetilenos, ácidos graxos, peptídeos, entre outros. Estão presentes nas folhas, flores, frutos, gemas, raiz e casca, podendo ser inseridos no solo através da lavagem no caso das folhas, por exsudados ou pelo processo de decomposição desse material.
Neste trabalho, estará em análise o possível efeito alelopático da folha e casca de Eucalyptus, das acículas de Pinus e Folhas de sabiá sobre a germinação de sementes de alface.


Materiais e Métodos
             O experimento foi realizado entre os dias 25 de março de 2011 e 01 de abril do mesmo ano no Departamento de ciências Ambientais, Instituto de Florestas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Foram divididos quatro grupos, cada qual responsável por um tratamento distinto, distribuídos da seguinte forma:

Grupo 1: Extrato aquoso de folha de Pinus.
Grupo 2: Extrato aquoso de folhas de Eucalipto
Grupo 3: Extrato aquoso de casca de Eucalipto
Grupo 4: Extrato aquoso de folhas de sabiá
             
Para o preparo de cada extrato aquoso foi utilizado 10g do material orgânico em 200 mL de água destilada, devidamente triturados com auxílio de um liquidificador e coado em um funil pirex com algodão. Cada grupo preparou três caixas gerbox com substrato de algodão e distribuiu 10 sementes de alface em cada uma delas. Todas as placas receberam 10 mL do extrato aquoso destinado ao grupo.
Para efeitos comparativos preparou-se também uma testemunha: Três placas, com 10 sementes e 10 mL de água destilada em cada uma.
            A observação foi feita diariamente ao longo da semana e a taxa de germinação por Gerbox anotada em uma planilha.
            No 7º dia, após a instalação do experimento, foi feita a contagem final, onde também foram analisados o comprimento da raiz primária e parte aérea das plântulas

Resultados e Discussões
            A porcentagem de sementes que germinaram nas placas testemunhas foi superior a 96%. Comparando esse dado com os resultados obtidos no emprego dos tratamentos, todos interferiram de alguma forma na taxa de germinação. O extrato de casca de eucalipto foi o que menos interferiu, no entanto, teve um efeito estimulante no desenvolvimento da raiz primária e parte aérea. A folha de eucalipto teve maior efeito alelopático, inibindo a germinação e desenvolvimento da raiz e parte aérea, de forma significativa. As folhas de Mimosa casalpiniifolia (sabiá) reduziram pela metade o potencial de germinação do alface e estimularam o desenvolvimento da parte aérea. As gerbox preparadas com extrato a base de pinus mantiveram taxa constante de germinação (60%) ao longo da semana.
Figura 1- Taxa de germinação de sementes de alface ao longo da semana,  em diferentes tratamentos.

Figura 2- Desenvolvimento da radícula e  parte aérea de sementes de alface em diferentes tratamentos


Referências Bibliográficas
FERREIRA, A.G.; ÁQUILA, M.E.A. Alelopatia: uma área emergente da ecofisiologia. Revista Brasileira de Fisiologia Vegetal, v.12, p.175-204, 2000. Edição especial.


SAMPIETRO, D.A. Alelopatía: concepto, características, metodología
De estudio e importancia. Disponível em: <http://fai.enne.edu.ar/
biologia/alelopatia/alelopatia.htm>. Acesso em: 15 de abri de 2011.

AZEVEDO, V.K.; BRAGA, T.V.S.; GOI, S.R. Efeito alelopático de extrato de  Eucalyptus citriodora  e Pinus eliotti Sobre a germinação de Lactuca sativa L. (alface). Anais do VIII Congresso de Ecologia do Brasil, 23 a 28 de Setembro de 2007, Caxambu MG.

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